SERTÃ/Covid-19: Pandemia abriu novos caminhos na área tecnológica

Os constrangimentos causados pela pandemia não foram maus para todos os setores. Novas formas de comunicar originam novas ferramentas tecnológicas. Novas formas de comunicar vieram para ficar.

SERTÃ/Covid-19: Pandemia abriu novos caminhos na área tecnológica

As mudanças de vida obrigaram o setor tecnológico a ser capaz de responder às necessidades humanas e empresariais num tempo recorde e, mesmo habituado a mudanças constantes, o referido setor foi um dos que mais se adaptou neste estado pandémico atual. Com a obrigatoriedade de distanciamento físico e com a necessidade de continuarem a trabalhar, as empresas e as pessoas precisaram de se continuar a encontrar mas, desta vez, à distância e as tecnologias encontraram a resposta.
Fernando Amaral, líder do grupo Sendys, recorda ao programa da Rádio Condestável que conta com o apoio do Município da Sertã, “Todos juntos no combate à pandemia”, que o ano foi difícil, principalmente para os clientes, que precisaram de “mudar sistemas e sites e apostar na mobilidade. A transformação digital das empresas teve que ser muito potenciada e deixou de se ter um ano para executar projetos que caminhavam devagar, para de repente o fazer numa semana”, ilustra. A empresa soube assim responder ao solicitado e houve negócios novos que surgiram, “também impulsionados pela componente de máquinas”, disse, explicando que houve necessidade de substituir máquinas fixas e mais antigas por outras, mais leves e fáceis de transportar.
A pandemia trouxe uma nova forma de comunicar, de gerir projetos e clientes e as expetativas das pessoas, dá igualmente conta Fernando Amaral, acreditando que em termos económicos, o futuro será complicado.
Com mais de 100 pessoas a trabalhar a partir de casa, a empresa teve que se adaptar logisticamente e encontrar novas formas de trabalhar, sendo que “15 dias antes de ser declarado o primeiro confinamento já estávamos todos em casa. Por sermos um grupo virado para a internacionalização e de termos que viajar muito, já tínhamos recursos técnicos disponíveis", explica, dando ainda conta que "ter as pessoas a trabalhar em casa não é a mesma coisa que tê-las a trabalhar no escritório”, muito por causa dos filhos. “Estar em ambiente de teletrabalho e ter que tomar conta das crianças, são desafios muito grandes e tal provoca um desgaste superior no dia-a-dia das pessoas", refere.
Neste contexto pandémico os encontros passaram a ser à distância, algo que se irá manter no futuro, após terminar a pandemia”, acredita o empresário. “As reuniões via Skipe, Teams, Zoom, vieram para ficar”, bem como o teletrabalho, podendo este não ser nos moldes praticados atualmente, acredita. Em jeito de graça, Fernando Amaral ilustra que durante uma década falou de mobilidade e de transformação digital aos seus clientes e depois veio a pandemia e “explicou em 24 horas o que eu não consegui explicar numa década”, disse.

Há entretanto novas ferramentas a serem desenvolvidas no grupo para fazer face ao futuro, sendo que “algumas já existiam e que otimizámos, mas anda tudo à volta da mobilidade, da gestão documental, de clientes, internet e de identificar novos canais de venda para se comunicar com as pessoas”, exemplificou. O futuro traz “soluções apostadas em aparelhos cada vez mais pequenos, facilmente acessíveis e utilizando redes móveis”, reforça e o mesmo tem que ser preparado atendendo a que “as empresas vão ter escritórios mais vazios e os clientes podem ter que interagir connosco mais à distância”, antevê.
Estando a empresa espalhada pelo mundo, consegue-se perceber a diferença de entendimentos relativamente à pandemia e em termos de negócio, a falta da presença, motivada pelo impedimento de se poder viajar, faz com que alguns não se concretizem.
As dificuldades avizinham-se em termos económicos e Fernando Amaral acredita que 2021 será pior que 2020, e para todos. “Em 2020 vínhamos de um ano bom. 2021 vai ser horrível pois 2020 foi mau e 2021 não vai melhorar e isto vai ter um impacto enorme nas empresas, em termos de tesouraria”, adianta. Há um equilíbrio que será difícil de manter, principalmente quando se fala na questão das moratórias, reforça.
Com quase quatro décadas de vida e 10 mil implementações pelo mundo o grupo tem uma grande diversidade de clientes e o futuro é olhado com calma na Sendys. Apontam-se esperanças para os dinheiros da bazuca, esperando-se que o dinheiro seja bem distribuído e a expetativa para ver como termina o ano é grande. “Todos temos uma visão e estratégia, mas é uma visão com muito nevoeiro e muitas variáveis para serem equacionadas. A navegação tem que ser à vista, na perspetiva de que sabemos para onde queremos ir, mas com cautelas e podendo ter que serem feitos ajustes”, finaliza Fernando Amaral.
Refira-se que o grupo Sendys é constituído pelas empresas Sendys, Alidata, Marca Criativa, Master Strategy, LabSeal, Seal Angola, Seal Moz e Sort. Trata-se de um grupo que abrange diferentes áreas de negócio, com competências comprovadas para responder aos desafios do mercado. Apresenta uma vasta experiência no desenvolvimento de programas de consultoria, orientada pela procura na diversificação constante dos setores de negócio e soluções.

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