SERTÃ/Covid-19: População foi aprendendo a lidar com a pandemia

A pandemia é uma “experiência diferente” e em Pedrógão Pequeno, tal como em outras freguesias do concelho da Sertã, todos se foram adaptando às circunstâncias que iam surgindo.

SERTÃ/Covid-19: População foi aprendendo a lidar com a pandemia

Neste contexto de pandemia as juntas de freguesia foram, desde o primeiro minuto, o elo de ligação entre as pessoas e o resto dos serviços considerados essenciais, mas há diferenças a registar entre o primeiro e o segundo confinamento. Em Pedrógão Pequeno as pessoas procuraram mais apoio no início da pandemia mas, ao “Todos juntos no combate à pandemia”, programa da Rádio Condestável que conta com o apoio do Município da Sertã, o presidente da junta, Manuel Dias diz que “foi difícil”, pois “não sabíamos como agir. Era o desconhecido e toda a gente queria saber tudo e não tínhamos respostas para dar. Não conseguíamos elucidar as pessoas", explica. O tempo foi passando e com a ajuda das autoridades de saúde, foram-se sabendo mais pormenores e cada um foi-se adaptando e desenrascando. “Hoje já estão informadas e, na maioria dos casos, já sabem o que hão-de fazer e quando é preciso recorrem à junta de freguesia”, explica o autarca.
Os serviços de apoio para entrega de bens de primeira necessidade também foram mais solicitados no primeiro confinamento. Ainda nessa altura os minimercados da freguesia começaram a ir a casa das pessoas entregar as encomendas, sendo que a junta também fez esse serviço sempre que lhe foi solicitado. Mais recentemente, confessa Manuel Dias, apenas em janeiro deste ano, com muitas pessoas em isolamento e algumas infetadas "é que foi novamente preciso ajudar algumas famílias".
Por norma, as pessoas, já interiorizaram as regras que têm que cumprir e “estão recolhidas, o que tem facilitado a não propagação do vírus quando aparece algum caso”, refere, lembrando que no início, altura em que também o espaço físico da junta teve que criar condições de segurança para atender os fregueses, “essa mudança não foi muito bem recebida pelas pessoas que não percebiam porque não podiam entrar várias ao mesmo tempo para o interior da junta”, ilustra, mas “hoje toda a gente respeita e entra só uma pessoa”, acrescenta.

Estes são tempos de aprendizagem para toda a gente e, “para nós, autarcas, são experiências diferentes”. O presidente da junta acredita que serão tempo que deixarão “marcas, principalmente ao nível do desemprego e de empresas familiares que fecham. Algumas pessoas vão passar por dificuldades económicas pois deixam de ter dinheiro e trabalho”, exemplifica.
Nesta freguesia existem duas coletividades com maior atividade. São elas a Filarmónica Aurora Pedroguense e o Rancho Folclórico de Pedrógão Pequeno e “estão a passar momentos difíceis”, já que "as atuações e as festas acabaram e, consequentemente, também o espírito solidário e as atuações", diz o edil, explicando que o convívio dos ensaios deixou de existir e teme-se que, num regresso futuro, nem todos regressem às fileiras destas coletividades.
A terminar Manuel Dias apela a que todos respeitem, rigorosamente “as indicações dadas pelas autoridades de saúde. “Isso é o essencial”, vinca, ciente de que se for cumprido, “o resto há-de passar”.
Nesta ação que é de todos, deixa um agradecimento sentido aos bombeiros da Sertã, “pelo excelente trabalho e ajuda que nos dão”. À Delegada de Saúde Pública do Pinhal Interior Sul e aos técnicos de saúde que têm lidado com a Covid-19, o autarca agradeceu “o seu esforço e dedicação ao logo deste tempo de pandemia para que tudo corresse e continue a bem. Cabe-nos a nós fazer a nossa parte e cumprir as indicações que nos dão”, sublinhou.

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