SERTÃ/Covid-19: Por segurança empresário mantém esplanadas encerradas

Desde o passado dia 5 de abril que são permitidas as esplanadas, mas no Bar do Clube, em Cernache do Bonjardim e no Trízio tudo se mantém fechado. “Gosto de sentir o chão seguro”, confessa ao “Todos juntos no combate à pandemia”, Daniel Mendes, gerente da empresa que explora estes espaços.

SERTÃ/Covid-19: Por segurança empresário mantém esplanadas encerradas

O setor da restauração foi um dos mais atingidos com a pandemia da Covid-19. Os cafés estão fechados, os danos financeiros são grandes e a sanidade mental também foi abalada. Daniel Mendes é o gerente da empresa que explora o Bar do Clube em Cernache do Bonjardim e o Centro Náutico do Zêzere, no Trízio, em Palhais, e explica, ao programa da Rádio Condestável que conta com o apoio do Município da Sertã, “Todos juntos no combate à pandemia”, que “este último ano tem sido vivido como nos deixam e um dia de cada vez, tentando perceber como as coisas correm, com muita segurança e obedecendo a todas normas para tudo correr bem”. O empresário reconhece que tem que ser assim pois “estamos inseridos numa atividade que pode causar alguns problemas”.
Apesar das dificuldades a empresa mantém as duas casas fechadas e assim vai ser “até que nos permitam abrir ao fim-de-semana sem restrições de horário”, diz, garantindo que quando isso for permitido “estaremos prontos”.
A Festa da Caneca e a Feira do Caracol eram duas das iniciativas que movimentavam sempre muitas pessoas. No ano passado, e por causa da pandemia, a Festa da Caneca decorreu online e a Feira do Caracol em regime de take away. Daniel Mendes relembra a boa aceitação que estes eventos tiveram e os momentos “bonitos” dos diretos via facebook, esperando que aconteça o mesmo este ano e se acontecer “deverá ser nos mesmos moldes”, antecipa.
Relativamente às restantes festas temáticas, a lembrança vai automaticamente para o Carnaval e para o Halloween, não esquecendo a Páscoa e as sessões de música ao vivo aos fins-de-semana no bar em Cernache, que eram consolidadas com as restantes realizadas no Trízio e com a atividade de verão aí decorrente “que no ano passado correu muito bem”, diz. Este ano ainda é uma incógnita mas o empresário gostava que, “para o bem de todos (economicamente), o verão fosse igual ao de 2020”.
Os muitos anos de casa, de experiência e de trabalho permitem que “estejamos tranquilos”. A empresa está em layoff mas “se não fossem estes 18 anos de consolidação, “não conseguiríamos aguentar”, sublinha.

Desde o passado dia 5 de abril é possível ter esplanadas. Os dois espaços referidos têm condições para funcionar com serviço exterior mas Daniel Mendes é cauteloso e prefere não abrir nesta altura do ano porque, por um lado “não justifica, pois as pessoas durante o dia estão a trabalhar”, por outro, “o tempo está incerto e se chove temos que fechar e mandar os empregados para casa (perde-se o layoff)”."Podíamos fazer obras e construir telheiros, mas não justificava", reforça.
Se não é possível ter os espaços abertos, o tempo é de fazer manutenções e melhorias, “para quando pudermos abrir, fazê-lo da melhor maneira”, explica.
Aguarda-se a reabertura pois as pessoas estão ansiosas por voltar a estes locais e estar umas com as outras. “Pedem-nos para abrir rápido mas eu gosto de sentir o chão seguro e não quero abrir enquanto não sentir a segurança de um caminho que será seguido”, finaliza.

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