SERTÃ/Covid-19: Provedor da Santa Casa pede empenho de todos na luta contra a pandemia

Ao "Todos juntos no combate à pandemia", Tavares Fernandes fala da vacinação e dos cuidados que é preciso continuar a ter, dos efeitos psicológicos que a situação pandémica pode causar em quem já deu de si aos outros e que agora, esses outros não podem dar de volta.

SERTÃ/Covid-19: Provedor da Santa Casa pede empenho de todos na luta contra a pandemia

Falar de pandemia é falar de um surto de uma doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. É o que se passa com a Covid-19 que se alastrou pelo mundo de uma forma estonteante e que está a afetar gravemente tudo e todos. Se há uns meses as imagens de outros países nos faziam arrepiar, agora, Portugal sente na pele as consequências de um desleixo que se foi estendendo no tempo.
Nunca os números de óbitos foram tão elevados como neste 2021. Nunca o número de novos casos estive no nível das últimas semanas ou se optou por quem vive ou por quem morre. O cenário é devastador.
A nova variante do vírus é bastante mais infecciosa que aquela que até agora era conhecida e os seus efeitos obrigaram a que o Governo tomasse mais medidas e apertasse, em pouco tempo, o cerco, confinando o país, à semelhança do que já tinha feito no ano passado. As instituições têm cumprido com o que lhe é exigido e no caso da Santa Casa da Misericórdia da Sertã, todos os planos implementados foram bem acolhidos e os casos positivos que ocorreram nas diversas valências não provocaram surtos e, tendo sido identificados a tempo, ficaram circunscritos a um número reduzido de pessoas.

Tavares Fernandes é o provedor da instituição, médico de profissão, sabe e conhece bem os efeitos da doença e ao programa da Rádio Condestável que conta com o apoio do Município sertaginense, “Todos juntos no combate à pandemia”, reconhece que, acima de tudo, esta pandemia, pelas ações que obriga a ter, “provoca um desgaste” em todos os intervenientes. “Uma pandemia traz perturbações sociais terríveis, como esta”, reconhece.
A luz surgiu ao fundo do túnel no início deste ano com a notícia de que já havia vacina para combater a Covid-19, mas Tavares Fernandes alerta que “a vacina não previne nada”. Uma só dose não torna a pessoa imune e por este motivo a instituição fez notar aos funcionários que não deviam baixar a guarda após a toma da vacina e que “mantivessem todas as normas de segurança que mantiveram até agora. Já que esperaram tanto tempo, pedi-lhes que agora reforçassem ainda mais as medidas que são conhecidas”, afinal “lidamos com grupos vulneráveis e por isso temos que ter um cuidado redobrado”, sustenta. A vacina necessita de uma segunda dose e mesmo assim, “temos que dar uma margem (de tempo) para a segunda dose atuar”, explica.
Tavares Fernandes acredita que é por terem sido acatadas todas as normas impostas que a instituição não tem tido grandes sufocos. Mas, alerta, “ainda nada está ganho e temos que continuar empenhados nesta luta” que ainda poderá ter que percorrer um caminho longo até ao fim. Em contextos como o atual, há sequelas psicológicas que ficam e por isso o provedor considera esta situação “dramática, complicada e indescritível”. Há uma fatia da população que já deu muito de si na construção da sociedade, “que trabalharam uma vida inteira, que trabalharam para os outros e que agora mereciam todo o carinho e apoio”, mas “muitas vezes os outros, agora, não podem fazer por eles aquilo que eles fizeram ao longo de toda a vida”, lamenta, reforçando que a situação é “arrepiante. Nem imagino o sofrimento deles”.
Seguir “rigorosamente” as recomendações da Direção Geral de Saúde, manter as distâncias, lavar as mãos, usar máscara e ficar em casa, são também as recomendações do médico Tavares Fernandes, mesmo porque os níveis de mortalidade atingidos “devem-nos deixar apreensivos e a pensar no que devemos realmente fazer”, finaliza.

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