Sertã/Covid-19: Travar o vírus “depende de cada um de nós” apela Eugénia André

Hoje, na Rádio Condestável, no âmbito do programa "Todos Juntos no combate à pandemia" escutámos Eugénia André que se dirigiu à população da área de abrangência da ULSCB, considerando que todos ainda vamos a tempo de fazer alguma coisa para melhorar a situação e de pensarmos seriamente se queremos ser doentes.

Sertã/Covid-19: Travar o vírus “depende de cada um de nós” apela Eugénia André

A situação da pandemia da Covid-19 agrava-se de dia para dia com um substancial aumento de casos e de mortes. As autoridades de saúde anunciam que os serviços estão prestes a entrar em rutura e o Governo aperta diariamente as medidas para conter a propagação do vírus.
No distrito de Castelo Branco, a situação não é diferente e na passada semana Eugénia André, diretora clinica da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) veio a público anunciar que o Hospital Amato Lusitano havia entrado no nível de pré rutura e que os casos duplicaram numa semana. Os serviços estão no limite e o vírus arrepia um caminho que pode levar a situações irreversíveis.
Hoje, na Rádio Condestável, no âmbito do programa "Todos Juntos no combate à pandemia" escutámos precisamente Eugénia André que se dirigiu à população da área de abrangência da ULSCB, considerando que todos deveríamos ter tido mais cuidado neste quase um ano desde que surgiu o vírus que provoca a Covid-19. Ainda assim, deixa a mensagem que, “todos ainda vamos a tempo de fazer alguma coisa para melhorar a situação e de pensarmos seriamente se queremos ser doentes”. Em caso de infeção, Eugénia André alerta para o facto de podermos ficar bem, de podermos ficar apenas com febre e dores ou, em casos mais graves, “correr muito mal e termos que ser ventilados ou mesmo morrer”, disse, apelando à consciência de cada um e nessa consciência reiterou que “não é abrindo camas que vamos diminuir a transmissibilidade do vírus ou que vamos tratar a Covid”. Travar a transmissibilidade “depende exclusivamente de nós, de usar mascarar, de estar a dois metros de distância e de fazer a higienização das mãos”, reforçou.
Ciente de que qualquer pessoa pode ficar positivo para a Covid, Eugénia André diz que, se acontecer, a culpa é de cada um e por isso está na hora de estar em casa e mesmo aí, ou com a família, “cumprir normas" e mesmo quando estamos sentados à mesa, “devemos estar com máscara”, isto para não falar quando vamos a algum estabelecimento ao circulamos na rua. A diretor clinica não poupa palavras para dizer que “não são as leis que fazem mudar o mundo. O mundo muda exclusivamente pelo ser humano, aquele que se diz inteligente à face da terra. Somos inteligentes para muita coisa, sejamos mais inteligentes que o vírus”, pediu, ciente de que a área da ULSCB “ainda vai de cumprir e de não claudicar o futuro, de não chorar quem lhe vai morrer em casa. Depende de nós, não da saúde ou dos intensivistas, de ter as universidade ou os centros comerciais fechados, não depende e regras legislação ou de leis, depende de nós”, reiterou.
Esta é assim uma situação que no futuro depende de nós e “do que queremos ser e do que queremos que o mundo seja”, mesmo com o vírus em circulação, até porque o ser humano “tem a obrigação de ser inteligente e ser definitivamente preventivo”, vincou. Para a diretora clínica da ULSCB o ser humano tem que perceber que não se deve contaminar desnecessariamente, até porque “não podemos estar confinados durante meses, mesmo porque o confinamento agrava a saúde mental e outras doenças. A nossa saúde depende da nossa sanidade mental”, sustentou.
A mensagem é clara e percetível para todas as idades e todos têm que ser responsáveis pela sua saúde. Independentemente da saúde estar com cada um, ela não faz milagres. No entanto, reitera Eugénia André, se percebermos todos a mensagem, vamos a tempo, de ajudar os números a descer.
A vacinação, essa “virá e terá os seus dias, com a sua situação garantida”, mas isso, voltou a dizer “depende exclusivamente de cada um”.
Eugénia André termina com mais uma mensagem de esperança e colocando a bola do lado das pessoas. “Querer é poder e se quisermos podemos, podemos cumprir as normas, ter uma área da ULS sã, que possa vir a ajudar os outros, com as nossas camas livres para outros. Não queiram estar numa cama de hospital, queiram ser livres”, finalizou.

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