SERTÃ/Covid-19: Vitória de Sernache tenta dar volta a situação “muito, muito difícil”

O Plano de Contingência para a CDovid-19 foi implementado e cumprido no Grupo Desportivo Vitória de Sernache (GDVS) mas o vírus driblou as regras e vários atletas ficaram infetados. O presidente do clube fala de uma situação complicada, aquela que atualmente se vive no GDVS.

SERTÃ/Covid-19: Vitória de Sernache tenta dar volta a situação “muito, muito difícil”

A pandemia da Covid-19 tem provocado alterações nos comportamentos de todos e de tudo e os clubes de futebol não escapam às regras impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS). Desde que a época desportiva e as competições começaram, que o Grupo Desportivo Vitória de Sernache (GDVS) criou e implementou o seu plano de contingência, de acordo com as indicações da DGS para o desporto.
De acordo com o presidente do clube, António Joaquim, em declarações à Rádio Condestável, no âmbito do programa “Todos juntos no combate à pandemia”, o plano foi cumprido, nomeadamente pelos atletas e restantes funcionários do clube. Foi aconselhado a que usassem menos determinados locais, mantivessem as devidas distâncias entre si, foi colocado à disposição de todos o álcool gel para desinfeção das mãos, imposta a obrigatoriedade de usar máscara e de medir a temperatura antes de cada treino mas, por mais que sejam cumpridas todas as regras internamente, há sempre o perigo de contágios quando os atletas e outro pessoal regressa às suas casas ou terras de origem. À semelhança do que aconteceu no país, as celebrações do Natal e do Ano Novo originaram um agravar da situação e verificaram-se os primeiros casos positivos no plantel do GDVS. “Temos toda a gente confinada” e isso dificulta a prestação dos restantes serviços, nomeadamente refeições e rouparia. “Os atletas estão nas instalações do clube e em casas que este teve que alugar para o efeito” e por isso o momento é “muito, muito difícil e estamos a tentar remediar a situação”, inclusive com o apoio da Câmara Municipal da Sertã, apoio que António Joaquim agradece.
A pandemia veio asfixiar os clubes que não têm público e consequentemente não têm receitas, exceto, neste caso os protocolos já assinados. O campeonato é uma incerteza e o trabalho de manutenção de uma estrutura destas é difícil, reconhece o presidente. Aguardam-se indicações da Federação Portuguesa de Futebol e da DGS, no entanto, o presidente do clube de Cernache do Bonjardim defende que “em primeiro lugar está a saúde, o ser humano e depois o desporto”.
Situações deste género, em que a doença manda em cada um de nós afeta a parte mental de quem padece e também de quem não padece. A bola de neve começa assim a formar-se pois “quem mais de perto lida com a equipa sénior também está confinado e por isso, mesmo que queiram não podem dar o seu contributo”, sustenta. A somar a este desenrolar de factos, “há jogadores fechados 10, 14 dias num quarto, sem poderem ir à rua e a receberem as refeições à porta, a terem que fazer uma escala para as necessidades básicas como ir à casa de banho ou tomar banho. Está a ser muito difícil”, enquadra. Há assim que unir esforços e tentar colaborar entre todos e “isso tem acontecido”, garante o presidente da direção do GDVS.
Mesmo cumprindo tudo o que era exigido, o clube entrou na lista dos casos positivos para a Covid-19 e por isso António Joaquim apela ao bom senso de todos para que não tenham qualquer descuido, por mínimo que seja.

Nota de Redação: Refira-se que as declarações aqui transcritas, foram prestadas à Rádio Condestável por António Joaquim, antes da situação no clube se ter tornado ainda mais complicada, com praticamente todo o plantel infetado com a Covid-19, como a Rádio Condestável noticiou hoje, 27 de janeiro.

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