TEMPO: Proteção Civil emite alerta para condições meteorológicas adversas

São esperados aguaceiros e vento moderado

TEMPO: Proteção Civil emite alerta para condições meteorológicas adversas

Face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), emitiu um aviso com algumas medidas preventivas dirigidas à população.
O (IPMA) prevê que esta quarta-feira seja o primeiro de cinco dias seguidos de chuva, com o presidente da instituição, Miguel Miranda a felicitar o regresso da precipitação, considerando-o "um contributo muito significativo" para combater a seca no país. Miguel Miranda salientou que é fundamental aproveitar estes cinco dias de chuva, para que as bacias hidrográficas retenham "uma parte significativa de toda esta água".
Atendendo a que, nos próximos dois dias, poderá ocorrer precipitação por vezes forte e persistente, com risco de inundações urbanas, trovoada e rajadas convectivas, em especial durante a noite e madrugada de dia 19 e vento com rajadas até 85 km/h, a ANEPC recomenda a adoção de comportamentos adequados, em especial em zonas historicamente mais vulneráveis, nomeadamente:

− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
− Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
− Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;
− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
− Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

A ANEPC lembra que os episódios típicos das estações de transição, com a ocorrência das primeiras chuvas, são propícios a:
− Ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
− Ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
− À instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
− Contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais;
− Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.

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