VACINAÇÃO: DGS recomenda vacinação a adolescentes entre os 12 e os 15 anos

Mas mantém prioridade a quem tem comorbilidades.

VACINAÇÃO: DGS recomenda vacinação a adolescentes entre os 12 e os 15 anos

A Direção-Geral da Saúde recomendou hoje a vacinação universal das crianças e jovens entre os 12 e os 15 anos, deixando assim de ficar circunscrita a situações específicas, como os casos em que têm doenças de risco.
"A DGS recomenda a vacinação de todos os adolescentes dos 12 aos 15 anos de idade", indicou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.
Deixa, assim, de ser necessária indicação médica para esta faixa etária, como até aqui acontecia, mas a prioridade mantém-se para aqueles que têm comorbilidades.
São 400 mil os jovens que estarão elegíveis para serem inoculados.
A responsável espera que o processo possa ocorrer antes do início do ano letivo, mas remete a organização logística para a Task Force responsável pelo plano de vacinação. "Se for possível antes do ano letivo, será. Se for uns dias depois, o impacto não será significativo", disse.
A recomendação sobre a vacinação universal dos jovens surge depois de, no final de julho, a DGS ter determinado que só deveriam ser vacinados os jovens entre os 12 e os 15 anos que tivessem comorbilidades associadas ou por indicação médica.
Graça Freitas explicou que foram analisados "novos dados disponibilizados nos últimos dias", em concreto os impactos registados nos "mais de 15 milhões adolescentes vacinados nos Estados Unidos e na União Europeia" que revelaram ser "extremamente raros" os casos de miocardites e pericardites. "Foi a sequência e a continuidade destes acontecimentos que levou a que no dia 30 nós tivéssemos um parecer e hoje tivéssemos outro", justificou Graça Freitas, adiantando que “preferimos aguardar uns dias, que surgissem mais dados."
Questionada sobre as pressões e opiniões sobre o assunto que têm surgido nos últimos dias, Graça Freitas garantiu que a decisão de recomendar a vacinação universal dos jovens foi exclusivamente técnica.
"A DGS obviamente ouve as opiniões, ouve o que se passa, não está alheada das circunstâncias, mas centra-se nos dados que tem de forma objetiva", referiu. "É por isso que tem comissões técnicas independentes."
"A DGS e a comissão técnica continuam a acompanhar a evolução do conhecimento científico da situação epidemiológica, podendo atualizar as suas recomendações a qualquer momento", acrescentou.
Já Luís Graça, membro da Comissão Técnica de Vacinação Covid-19 e presente na conferência de imprensa, lembrou que nesta faixa etária os efeitos da doença são pouco graves e por isso a vacinação dos jovens tem como objetivo "reduzir a transmissão do vírus" e garantir o bem-estar deste grupo etário.

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