VACINAÇÃO: Possibilidade de testes à imunidade dos idosos em cima da mesa

Surtos em lares estão na base desta situação.

VACINAÇÃO: Possibilidade de testes à imunidade dos idosos em cima da mesa

O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, considera que é necessário fazer testes à imunidade dos idosos e assim ser ponderada a administração de uma nova dose da vacina, principalmente “àqueles que foram vacinados há mais de seis meses”, pode ler-se na imprensa escrita nacional.
Em declarações ao “Diário de Notícias”, o presidente comentou o surto que surgiu numa instituição da Misericórdia de Proença-a-Nova e garante que "todas as pessoas, quer profissionais quer utentes, estavam vacinadas”, situação que já tinha sido confirmada à Rádio Condestável pelo presidente da câmara João Lobo.
Manuel Lemos diz que o lar de Proença-a-Nova foi dos primeiros a ser vacinado. "Segundo sei foi ainda em dezembro e estavam todos vacinados. Como é que se explica a situação? Só se formos avaliar a imunidade das pessoas". O presidente disse que o surto deverá ter começado num doente que teve necessidade de receber cuidados numa unidade hospitalar. “Se foi infetado e estendeu a doença é porque a imunidade nestas pessoas já é baixa e não dá proteção", sublinha.
“Não sou cientista, estes é que podem explicar a situação, mas julgo que se deve pensar seriamente na solução dos testes à imunidade e na discussão sobre se há ou não necessidade de uma terceira dose", diz Manuel Lemos, acrescentado que, apesar de “deixar a discussão para quem sabe”, "se calhar, vale a pena os cientistas avaliarem a necessidade de uma terceira dose. Se uma pessoa tiver ainda cerca de 80% de imunidade, não precisa de ser vacinada, mas se tiver 10%, já pode justificar”, atestou.

Foto: Arquivo RC - Vacinação em Vila de Rei

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