VILA DE REI: Candidatura aprovada para defesa da floresta

Meio milhão de euros permitirão criar mosaicos de gestão de combustível

 VILA DE REI: Candidatura aprovada para defesa da floresta

O Município de Vila de Rei viu ser aprovada a candidatura ao PDR2020, no âmbito da prevenção da floresta contra agentes bióticos e abióticos. Esta visa a “instalação de mosaicos de gestão de combustível no território noroeste do concelho, naquela que é considerada a porta de entrada da maioria dos grandes incêndios registados no território”, resume a câmara de Vila de Rei em nota enviada à comunicação social. “Dado que a mencionada área sofre frequentemente com fenómenos decorrentes dos chamados incêndios de importação, foi entendido pelo Município de Vila de Rei, com o apoio da Secretaria de Estado das Florestas e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que esta área deveria ser alvo de uma gestão que garantisse o efeito tampão da progressão destes incêndios”, lê-se na referida nota.
Tendo em conta que o Município de Vila de Rei está a implementar no terreno três Áreas Integradas de Gestão da Paisagem, com objetivos concretos de melhoria da gestão florestal e do seu ordenamento, estes mosaicos e parcelas de gestão de combustíveis “reforçam essa estratégia de gestão, com claros benefícios em matéria de Defesa da Floresta Contra Incêndios”, complementa a edilidade.
A instalação deste projeto no terreno tem como focos principais aumentar a resiliência aos incêndios rurais; condicionar o comportamento e a propagação dum incêndio na paisagem; minimizar o impacto dos incêndios e restabelecer o potencial produtivo. No terreno será feito desbaste; desramação; podas de formação (medronheiro e sobreiro); silvicultura preventiva; remoção do material lenhoso cortado e transporte a carregadouros posteriormente definidos na área de intervenção e ainda trabalhos de destroçamento do restante com diâmetro inferior a 3 cm.
O montante aprovado para as intervenções em questão é de 531 483.22 Euros, comparticipado pelo PDR2020 a 90%, suportando o Município o restante valor, assim como o correspondente IVA, revela ainda a câmara.

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