VILA DE REI: Município expande ZI Souto e preenche 26 lotes de terreno

Ministra da Coesão inaugurou infraestruturas no concelho.

VILA DE REI: Município expande ZI Souto e preenche 26 lotes de terreno

A expansão da Zona Industrial do Souto, a zona de Sombreamento das Tasquinhas e o Parque da Vila, em Vila de Rei, foram inaugurados ontem, dia 24 de maio pela Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. Destas obras, destaque para a Zona Industrial do Souto que, devido à procura existente, necessitou de ser ampliada. Assim, a obra criou “infraestruturas para mais 26 lotes, passando a ter uma área de cerca de 12 ha. O projeto visou responder às necessidades de espaço para localização de empresas que contribuem para o desenvolvimento e estão em linha com a estratégia do Município de Vila de Rei”, explicou o presidente da câmara Ricardo Aires. Assim, “dos 26 lotes, três são para zona de equipamentos e os 18 já reservados, são para 12 empresas, sendo que seis já fizeram edificação. Até ao momento foram criados 22 postos de trabalho e estão previstos mais de 100”, deu ainda conta o autarca. Esta obra tem merecido a atenção da autarquia e conta com um investimento de 915 mil euros, comparticipados em 75% pelo Programa Operacional do Centro 2020.
Sobre o novo Parque da Vila, o presidente da câmara deu nota que está dotado de um anfiteatro natural, infraestruturas de apoio, circuito de manutenção ao longo da ribeira e adequado arranjo paisagístico. Sobre o sombreamento na área das tasquinhas, espaço dos mais utilizados aquando da realização de eventos, pretendeu “criar mais e melhores condições de bem-estar físico e psíquico”, tendo em conta as condições climatéricas que ali se fazem sentir, esteja calor ou frio, justificou. O investimento situou-se nos 146 mil euros, comparticipados a 100% pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).
Na sessão solene que antecedeu as inaugurações, a ministra anotou o pedido do presidente da câmara para que fosse criado um verdadeiro mapa de municípios economicamente de baixa densidade, “com critérios adequados para atrair empresas e pessoas, gerando emprego e riqueza”. De momento existe um mapa de referência que serve para dois terços do país. Ana Abrunhosa concordou que não é assim que se criam medidas discriminatórias e considerou que “é urgente rever o mapa e trabalhar em conjunto com os municípios e comunidade científica para, dentro do interior ter medidas diferentes para o que é diferente”.
Deixou ainda no ar a ideia de que, no Plano de Recuperação e Resiliência, bem como no próximo quadro comunitário de apoios haverá uma forte aposta “na requalificação de zonas industriais mais antigas e, em casos que se justifique, investimento em Áreas de Localização Empresarial modernas, de nova geração”. Há ainda a tendência cada vez maior das empresas procurarem espaços que já estejam edificados para aí se instalarem e trabalharem, lembrou a governante.
Até agora as juntas de freguesia estavam arredadas de se candidatarem a fundos comunitários. Ana Abrunhosa deixou a promessa de que isso possa tornar-se possível no próximo Quadro Comunitário de Apoio.

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