VILA DE REI: Município quer continuar a investir nas questões ambientais

“Não é um custo é um investimento” – Paulo César, vice-presidente do Município.

VILA DE REI: Município quer continuar a investir nas questões ambientais

Tido como exemplar na questão da reciclagem, o Município de Vila de Rei está apostado em continuar na senda dos bons exemplos a nível ambiental e encomendou um estudo para o Desenvolvimento do Sistema de Recolha de Biorresíduos, o qual surge como resposta a uma diretiva comunitária que irá obrigar, daqui a cerca de dois anos, a separar os biorresíduos na origem ou reciclados seletivamente. Como explicou Paulo César, vice-presidente do município vilarregense, “a apresentação deste estudo visa identificar as melhores soluções a implantar para garantir que os biorresíduos são separados e  reciclados ou recolhidos seletivamente com a máxima eficiência”. O estudo surge “como resposta a uma diretiva comunitária que estabelece a obrigatoriedade dos estados membros assegurarem, a partir do início de 2024 que os biorresíduos são separados e reciclados na origem ou recolhidos seletivamente”, adiantou. Assim, “a estratégia de desenvolvimento vem consolidar, implementar e dar continuidade à implementação de vários projetos de incentivo à reciclagem e redução de resíduos em aterro”, notou, realçando que a área ambiental é uma das bandeiras do município de Vila de Rei, e por isso a recolha seletiva de resíduos e os valores que colocam o concelho no patamar cimeiro da reciclagem continua a ser um desígnio.
O estudo em causa servirá como ponto de partida para quem agarrar os destinos da autarquia nos próximos anos, explicou Paulo César, e implicará algum investimento. “Quem cá estiver, ou educa as pessoas e procura ter uma linha estratégica que visa a separação seletiva dos lixos ou então não cumpre a legislação e paga os novos valores (exorbitantes) de entrega em aterro”, alertou.
Este estudo teve em conta diversas variáveis, nomeadamente a dispersão de casas num território extenso e com baixa densidade populacional, o que se traduzirá numa maior dificuldade na recolha. Este foi um dos pontos fracos apontados por João Vaz, coordenador do estudo. “Apesar de reciclar o que pode, o município não é diretamente compensado financeiramente pelo esforço que faz”, sublinhou. Desconhece-se igualmente qual será a adesão à compostagem e adesão à separação de biorresíduos, muito pela falta de experiência, o que poderá também ser uma areia na engrenagem. Para o processo de recolha a autarquia terá duas soluções, ou faz uma prestação de serviços para a recolha, ou adquire uma viatura própria para o efeito, podendo ainda adaptar as existentes que fazem a recolha indiferenciada. Em todo o território existem cerca de 500 contentores, o que para João Vaz é um bom rácio. Existe também “a sensibilidade do executivo para esta questão e de querer ser exemplo”, enalteceu João Vaz.
Este estudo teve ainda em conta a questão da compostagem e nesta matéria o município também já dá cartas há vários anos, mas como forma de continuar a apostar nesta vertente, “fez uma candidatura ao fundo ambiental no sentido de adquirir 600 compostores”.
Por todas as provas dadas, João Vaz haveria ainda de deixar um desafio ao concelho para se “transformar num laboratório vivo ao nível da separação de resíduos”.

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