VILA VELHA DE RÓDÃO: Estudo sobre impacto do siluro na biodiversidade apoiado

Município apoia projeto

 VILA VELHA DE RÓDÃO: Estudo sobre impacto do siluro na biodiversidade apoiado

O Município de Vila Velha de Ródão associou-se ao projeto LIFE PREDATOR, que arrancou em setembro e visa reduzir os impactos do siluro na biodiversidade dos lagos e albufeiras do sul da Europa. A iniciativa resulta, como explica o Município em nota enviada à comunicação social de uma parceria entre Portugal, Itália e a República Checa, e conta com cofinanciamento da União Europeia, através do programa europeu LIFE, e da autarquia rodense.
O projeto “PREvent, Detect and combAT the spread Of SiluRus glanis in south european lakes to protect biodiversity” é desenvolvido por uma equipa de trabalho europeia, da qual fazem parte sete professores e investigadores de três unidades de investigação da Ciências ULisboa – o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) e o Instituto Dom Luiz (IDL) e envolve um total 11 investigadores dos três países.

O apoio financeiro do município ao projeto, que decorre entre 2023 e 2027, traduz-se na atribuição de 25 mil euros à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, distribuídos ao longo dos cinco anos.
“O Município valoriza e reconhece a importância do desenvolvimento deste projeto científico e de investigação no nosso território, na medida em que, para além de contribuir para uma boa gestão ambiental, mitigando o impacto negativo daquela espécie no rio, vem consciencializar a população para o problema das espécies invasoras e para a importância do equilíbrio ambiental, ao mesmo tempo que constitui um estímulo à economia local, por via da receção no concelho de diversos grupos, bem como pela projeção a nível nacional e europeia que o projeto acarreta”, destacou o presidente da câmara de Ródão, Luís Pereira.
Originário dos grandes rios da Europa Central, o Silurus glanis, o siluro ou peixe-gato-europeu, é um peixe de água doce ilegalmente introduzido nos países da Europa Ocidental, no século XX. Considerada uma espécie invasora, é um predador voraz do topo da cadeia alimentar, que não tem predadores naturais e cresce, reproduz-se e adapta-se facilmente às condições do meio ambiente, fatores que favorecem a sua disseminação, descreve a autarquia.
“Para além do impacto ao nível da perda de biodiversidade, estes peixes “gigantes”, que podem atingir 2,8 metros de comprimento e 120 kg de peso, causam grandes perdas económicas. A par da destruição das redes dos pescadores e das perdas culturais, já que se alimentam de espécies emblemáticas das regiões ribeirinhas, como o barbo, o sável ou a lampreia-marinha, podem também causar algum alarme social nas zonas ribeirinhas, dadas as suas dimensões”, esclareceu o responsável pelo projeto em Portugal, Filipe Ribeiro.
Centrando-se na área protegida do Tejo Internacional e nas albufeiras de Fratel, Vila Velha de Ródão, Belver e Meimoa, o projeto LIFE PREDATOR pretende estudar esta espécie e mitigar o seu impacto nos habitats, através, por exemplo, da realização de ações de controlo da população de siluros e de ações de divulgação e sensibilização junto dos pescadores desportivos e profissionais e da população escolar, lê-se na mesma nota.

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