VILA VELHA DE RÓDÃO: Exército treina FÉNIX 21 no concelho

Trezentos militares vão testar um cenário de catástrofe.

VILA VELHA DE RÓDÃO: Exército treina FÉNIX 21 no concelho

O concelho de Vila Velha de Ródão vai receber, de 22 a 26 de novembro, aproximadamente 300 militares e 65 viaturas de vária ordem para um exercício do Exército, onde se irá viver um cenário de catástrofe. Trata-se do Exercício de Apoio Militar de Emergência - FÉNIX 21, e visa treinar e testar a capacidade de planeamento e resposta do Exército a uma hipotética situação de emergência, que coloque em causa a proteção e salvaguarda de pessoas e bens, tendo por base os potenciais pedidos de apoio da estrutura de Proteção Civil, no âmbito dos Planos de Emergência de Proteção Civil aplicáveis.
A apresentação deste exercício aconteceu hoje, 19 de novembro, e o Tenente-General, António Martins Pereira, e responsável pelo exercício, explicou que “é um cenário de uma situação de sismo que provoca várias situações de movimentação de terras, de destruição de determinados edifícios e zonas industriais onde estão contidos determinado tipo de substâncias que podem provocar incidentes de nível biológico, talvez radiológico, mas sobretudo químico”. Serão “incidentes que vão surgir de pessoas que vão ficar em zonas remotas e que não se sabem onde estão. Serão empenhados meios para deteção, busca e salvamento”, avançou.
Este cenário, montado pelo Exército, tem sempre por base o facto de as forças de Proteção Civil locais não terem capacidade de resposta e por isso a presença do Exército num cenário muito complexo. “Em termos de apoio logístico significa que as populações irão perder casas”, por exemplo. "Neste cenário a capacidade dos meios da Proteção Civil estão esgotados e por isso a intervenção do Exército", confirmou. Deste modo, "o cenário é alargado a outras regiões que, embora não estejam neste exercício estariam empenhadas noutras operações, o que levará a que o Exército faça deslocar meios de vigilância e triagem, entre outros", complementou.
Entre todos os exercícios não está previsto nenhum tendo por base um possível acidente com a central nuclear de Almaraz, referiu ainda António Martins Pereira, Tenente-General do Exército. “Não há uma ligação neste exercício com outros meios de outros países. Obviamente estaremos sempre disponíveis para cooperar e trabalhar da melhor maneira uma situação altamente complexa tendo em conta toda a intensidade de aspetos ligados a esse fenómeno”, salvaguardou.
Luís Pereira, presidente da câmara de Vila Velha de Ródão destacou a importância desta ação decorrer no seu concelho devido à indústria, à linha férrea e ao Rio Tejo. Este é “um concelho que do ponto de vista da proteção civil tem algumas preocupações. Temos aqui uma dimensão industrial muito relevante, temos também a linha férrea, temos o Rio Tejo. Ter este exercício é uma forma de aprendermos e de nos prepararmos para algo imprevisto que possa acontecer”, disse.
Para se inteirar das operações no terreno, no dia 25 marcará presença o General Chefe do Estado Maior do Exército, José Nunes da Fonseca.
A realização do Exercício FÉNIX 21 conta com a participação e apoio da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

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